quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Razão versus Emoção

«A ideia de que devemos ter "bons pensamentos" surge nas mais variadas sociedades e religiões como um ensinamento básico para crianças, porque é uma forma fácil de explicar que os pensamentos induzem ou retiram qualidade de vida (emocional) ou, se quisermos, felicidade ao ser humano. (...) Este é um exercício de análise e não de controlo da nossa mente, pois com o tempo e o treino cria-se um estado de alerta mental natural que permite, sem esforço, redireccionar o pensamento para o que é construtivo ou positivo. Com este treino de encaminhamento os pensamentos destrutivos não desaparecem, mas previne-se o seu reforço e a criação da correspondente emoção que gera sofrimento. »

N.B. dixit, que ainda que inadvertidamente está sempre a agitar ideias.

Isso é tudo muito inteligente e verdadeiro. Mas nós não somos máquinas que só pensam aquilo que lhes é útil pensar, do ponto de vista da busca da felicidade. Falo por mim, que me foge o pensamento para tantas coisas que não interessam nada, no sentido que não me fazem mais feliz. Se bem que fui aprendendo a controlar pensamentos negativos (que constituem um desperdício de energia) e essa capacidade aumentou substancialmente o meu nível de felicidade, também aprendi a importância de nos permitirmos, sem culpabilização, ser idiossincráticos, ser emotivos, ser humanos. E pensarmos parvoíces e sonharmos com coisas que não estão ao nosso alcance ou que não são necessariamente boas para nós, e irritarmo-nos e frustrarmo-nos e perdermo-nos e fazermos asneiras e figura de parvos e só depois, com sorte, recuperarmos o equilibrio.
É a espuma da vida.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Silêncio

Mais forte do que o das palavras é o poder do silêncio.
No silêncio cabe tudo: a maior raiva, a profunda mágoa e o mais sublime amor; a ausência de desígnios ou intenções e a vontade mais resolvida; a distância, a indiferença, a secura de sentimentos e um coração a transbordar.
É o prenuncio das grandes coisas ou o presságio de terríveis calamidades.
Tudo se pode retirar do silêncio. O silêncio pode enlouquecer.
Quando escutado, nele se ouvem as maiores verdades.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Liceu Francês

Não sei se foi coincidência, ou justamente a comprovação de que completamos ciclos na vida. Recuando mais ainda os ponteiros do tempo, reunimo-nos os colegas de década e meia de vida nessa instituição onde juntos nos tornámos gente. A adesão foi espontânea e inspirada; o resultado, um serão encantado (confira-se o retrato do conjunto).
Foi retomar o fio à meada, como se nada fosse. E o nada vinte anos de entremeio - que nos tornaram muito mais gente.

Farol

Recordo sobretudo a luz do farol, que varria as paredes do quarto e nos embalava o adormecer.

Mas temi que fosse um sonho, ou uma fantasia de criança. Não foi. A luz vigiava-nos a noite. Assim me asseguraram os meus irmãos, aqueles que guardam como foi.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

O meu amigo N.B. publicou esta fotografia do farol do Cabo Espichel, que imediatamente me fez recuar à infância. As recordações em sopetão vieram assim:
O meu avô tinha uma quinta na Azoia, junto ao Cabo Espichel. Lembro-me, muito miúda, das alvoradas que precediam a caminhada até ao limite da quinta e do que parecia o mundo, onde, junto à arriba, nos instalávamos numa minúscula praia de areia trazida ali para o alto, pelo meu avô, com o único propósito de bem instalados melhor podermos saborear o piquenique, olhando a infinitude do mar. Recordo os serões à luz do petróleo, ao calor da lareira, quando não chegava o fio eléctrico mas o som da rádio e do "quando o telefone toca". Evoco o cheiro do pão a sair do forno e o derreter da manteiga distribuida em doses generosas pela minha tia.
E esta é só a ponta do icebergue. Parece que as imagens, também elas, têm o condão de fazer despontar as memórias mais inesperadas.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Busy Bee

É frustrante quando circulo por aí com vários posts na cabeça e sem tempo para os redigir. Ainda para mais quando o meu trabalho nos últimos dias se tem resumido a escrever, escrever, escrever. Corro o risco de se me esgotarem as palavras.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Sonho feito realidade

(ou quando uma imagem vale por mil palavras)

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Humildade

"Thank you," the old man said. He was too simple to wonder when he had attained humility. But he knew he had attained it and he knew it was not disgraceful and it carried no loss of true pride.

E. Hemingway - The Old Man and the Sea

Integridade

"I told the boy I was a strange old man", he said. "Now is when I must prove it."
The thousand times that he had proved it meant nothing. Now he was proving it again. Each time was a new time and he never thought about the past when he was doing it.

E. Hemingway - The Old Man and the Sea

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Myanmar não é apenas um ponto algures no mapa.

Rua em Yangon

Hora do almoço no mais populoso mosteiro da Asia, perto de Mandalay

Vista sobre a planície de Bagan, com os seus mais de 2000 templos

Relembro AQUI o que escrevi abaixo.

Have a break

Os fins-de-semana compridos, quando encarados como uma espécie de mini-mini-férias, são muito agradáveis. E o Algarve, nesta época, está no seu melhor.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Vaidades

Acho graça ao que o Pedro Mexia escreve no Estado Civil. Como não há lugar para comentários, no outro dia enviei-lhe um email para o endereço postal (chamemos-lhe assim) do blog. Claro que não me respondeu, nem o meu comentário pedia resposta. O que é certo é que, enquanto me deliciava a ler os seus mais recentes posts, hoje dei por mim a arranjar-lhe pequenos defeitos. É esta coisa da vaidade humana.