terça-feira, 28 de agosto de 2007

Diversão

Puro divertimento é dançar até de madrugada.
Este ano tive duas oportunidades bem aproveitadas. Foram poucas, talvez, mas foram muito boas.

Sentidos

O sentido que melhor desperta em mim memórias escondidas nas pregas do tempo é o olfacto. Logo a seguir é a música. Qualquer uma das inúmeras amarradas a um momento que é inexorávelmente seu.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

O alcance da vida - a década dos trinta (I)

Chega uma época na vida da maioria das pessoas em que aparentemente foi ultrapassada a grande linha divisória: a que divide a idade da aprendizagem, da descoberta, das estradas em aberto, em suma, da formação da personalidade e a do "sou assim e já não mudo, quem quiser que me ature". Posso compreender esta atitude e concordar até, numa certa medida, com ela. Na justa medida em que é desejável que cheguemos ao ponto de não perdermos muito tempo a pensar sobre o que pensam de nós.
A década dos trinta pode assim ser vista como a grande época da sedimentação: das características, das atitudes, das graças, dos humores, dos pequenos vícios e dos defeitos, tudo por forma a entrarmos nos quarenta seguros das nossas capacidades e limitações. Até porque nesta época, muitos de nós estão já preocupados com a formação dos descendentes, aplicados na tarefa hercúlea de fazer deles pessoas melhores do que nós. Connosco já pouco ou nada haverá a fazer.... Será assim?
Prefiro acreditar que não. Parece-me desejável que até ao último instante da minha vida me seja permitido crescer e, se for o caso, mudar. Mudar-me a mim, entenda-se, que isso de mudar os outros é pura fantasia. Afinal não iremos sempre a tempo de corrigir um defeito (ele há tantos), limar uma aresta, compor uma atitude? Sobretudo, não iremos sempre a tempo de nos maravilharmos com o que a vida ainda pode fazer por nós (e nós por ela)?
Nesse sentido a década dos trinta será uma boa época para reflectir sobre o que é que vale a pena guardar, alterar e, ainda e sempre, construir. Fazermos de nós próprios pessoas melhores, se acaso for esse um dos motores que nos move.
A bagagem que carregamos na aproximação aos temiveis quarenta já vai sendo pesada e há que seleccionar o que queremos levar connosco neste eterno princípio do resto das nossas vidas. Tarefa nada nada fácil.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

O alcance da vida - a década dos trinta (ou o princípio da conclusão do tríptico)

De todas as virtudes cuja importância tenho vindo a descobrir e que, nesta década da minha vida, tenho-me esforçado por compreender e trabalhar, julgo que a fundamental, a que encima todas as outras e nos permite aflorar a plenitude humana é o perdão. Sim, o perdão, ou a capacidade de perdoar. É também, como não poderia deixar de ser, a mais dificil de atingir.
A capacidade de perdoar permite-nos ser pura e plenamente livres. E não, não faz de nós palermas ou trouxas, mas simplesmente pessoas maiores.
Não será em vão que é o cerne da Paixão de Cristo.

Poemário

Bem sei que aquele poema está ali há muito tempo, mas sempre que penso em colocar um novo não me apetece tirar este. Cada dia leio nele algo de novo e assim se mantém vivo e com significado. Me gusta.
(referência ao poema de E. A. "Pela manhã de junho...")

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Time Out

Por breves instantes ou grande pedaços seria bom poder gritar alto e pára o baile, aqui me apeio, vou ali comprar cigarros e não sei quando volto, prossigam sem mim.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Tribute

I hadn´t seen Pedro for almost two decades, ever since we finished highschool together. He was not, however, someone anyone could ever forget. His face, his voice, his joy and especially his keen interest in people have been very present to me this past month, and I am very glad to have been his friend. I will be still remembering him in another two decades and am sure that his spirit will go on living within his family and friends.

August 19, 2007

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Evasão

Dizem que trabalhar em Lisboa em Agosto é bestial. As vantagens são claras, nem vale a pena enunciá-las. Mas, bolas, no fundo é cá uma depressão estar fechada na cidade deserta, com duas crianças entre quatro paredes, quando o resto do país está a banhos! O Jardim da Estrela não tem graça nenhuma comparado com os castelos na areia e as ondas a rebentarem por cima - e a consciência do sacrificio assim imposto à prole não me permite usufruir das sabidas vantagens. Percebo o privilégio da minha infância e juventude com Verões de três meses seguidos de sol, mar e pura diversão.
Amanhã evadir-nos-emos (novamente)! Até mais ver, Lisboa.